Síndrome da Impostora: quando a raiz da dúvida é o trauma emocional (e não a sua competência)
Você já sentiu que está prestes a ser “descoberta” como uma fraude — mesmo tendo se esforçado, estudado e conquistado resultados concretos? Já duvidou de si mesma ao assumir novos desafios, como se não fosse boa o suficiente, mesmo sendo experiente na área?
Se a resposta for sim, você não está sozinha.
A chamada Síndrome da Impostora é um fenômeno psicológico que afeta muitas mulheres, especialmente no mundo do empreendedorismo. E embora frequentemente seja explicada como “falta de autoconfiança”, a verdade é que essa síndrome muitas vezes tem raízes muito mais profundas — ligadas a experiências de trauma emocional.
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O que está por trás da Síndrome da Impostora?
Ao contrário do que se pensa, a dúvida constante sobre si mesma não surge do nada. Ela costuma ser construída ao longo da vida, alimentada por situações como:
- Ter sido uma criança constantemente criticada ou comparada com os irmãos, primos ou colegas.
- Crescer em ambientes onde o afeto era condicionado ao desempenho ou à obediência irrestrita.
- Receber mensagens explícitas ou sutis de que “você não é o suficiente” ou “quem você é não basta”.
- Ser forçada a amadurecer cedo demais, assumindo responsabilidades que não eram compatíveis com a idade.
- Vivenciar situações de exclusão, bullying, rejeição ou humilhação na infância ou adolescência.
- Ter pais, ou adultos de referência excessivamente exigentes.
- Crescer em um ambiente onde os sentimentos eram invalidados (“para de drama”, “engole o choro”, “isso não é motivo para ficar assim”).
- Passar por relações amorosas abusivas, nas quais houve manipulação emocional e diminuição da autoestima.
- Experiências traumáticas com lideranças autoritárias ou desrespeitosas em empregos anteriores, onde a profissional foi silenciada, inferiorizada ou invisibilizada.
Essas vivências, quando não processadas adequadamente, ficam registradas no corpo, no sistema nervoso e nas emoções, influenciando profundamente a forma como a mulher se percebe e se posiciona no mundo e nos negócios.
E é por isso que, mesmo quando a empreendedora tem talento, estudo e dedicação, ela pode se sentir “uma farsa”.
Quando a mente entende, mas o corpo trava
Muitas mulheres tentam superar a síndrome da impostora com frases positivas, cursos de autoconfiança ou conselhos de produtividade. Mas, em casos mais profundos, não adianta apenas pensar diferente — é preciso acessar o que está registrado no corpo e nas emoções.
Segundo a psicóloga Danielli Malini, idealizadora da Terapia de Somatização do Trauma (TST), “o trauma não é o que aconteceu, mas o que ficou registrado dentro da pessoa depois do que aconteceu”. E é esse registro que ativa gatilhos de insegurança, paralisia, autossabotagem e medo do julgamento — especialmente quando a mulher se propõe a crescer e se expor profissionalmente.
A TST atua justamente nesse nível mais profundo, integrando corpo, mente, emoções e reações instintivas para que o trauma não continue dirigindo decisões e bloqueando potenciais.
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Superar a síndrome da impostora é possível — e vai além do mindset
Claro que trabalhar o mindset ajuda. Mas, quando há traumatização por trás da dúvida, é preciso um trabalho mais cuidadoso e profundo.
Superar a síndrome da impostora passa por:
- Reconhecer que ela não é um defeito de caráter, mas um sintoma de algo vivido
- Investigar a origem dessas crenças (muitas vezes inconscientes) de desvalorização
- Acolher as feridas emocionais com suporte terapêutico adequado
- Reescrever, no corpo e na psique, a narrativa sobre quem se é e o que se merece
E isso é fundamental não só para a autoestima, mas para a vida empreendedora — que exige exposição, liderança, clareza e coragem.
Empreender sem medo de brilhar
Você não é uma impostora. Você é uma mulher com história. E se em algum momento essa história deixou marcas de insegurança ou medo de se mostrar, saiba que é possível ressignificá-la — e empreender com verdade, potência e autonomia emocional.
A Terapia de Somatização do Trauma é uma aliada poderosa nesse processo, e pode ser o ponto de virada para quem quer liderar a própria jornada com segurança e integridade.
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